sábado, 18 de janeiro de 2014

O Silêncio das Religiões




O Silêncio das Religiões
  Vivemos uma época de paradoxos: nunca se falou tanto em paz.

▬  Mas nunca se ensinou tanto:

  A guerra,
  A violência.
  A grosseria,
  A brutalidade,

▬  Como é possível criar uma sociedade pacífica, serena, nos modelos ensinados:

  Por Jesus,
  Por Buda,
  Por Ghandi,
  Por Francisco de Assis...

... Se desde a infância a criatura humana é submetida a um aprendizado de violência por meio áudio-visual em cores no cinema e no lar?

▬  Observem-se os desenhos animados, plenos de exemplos:

  De destruição,
  De brutalidade,
  De desrespeito...

... Às coisas e à vida, que são apresentados às crianças na televisão e na internet.

  As cenas se sucedem, mostrando seres disformes, monstruosos, criaturas que se combatem e se destroem de modo espetacular, arruinando tudo o que está ao seu redor, através de socos, pancadas, raios, explosões.

▬  Pergunta-se como ensinar à criança:

  A paz,
  A tranquilidade,
  O respeito às coisas e às criaturas...

... Se lhe são apresentados exemplos que a induzem exatamente ao contrário? 

  O resultado dessa sementeira de brutalidade e desumanização é visto todos os dias nas estatísticas.

▬  Que apresentam o crescente número:

  De desavenças,
  De agressões,
  E de mortes.


Como será possível a uma criança chegar à condição de adulto sem tornar-se consumidora de alcoólicos.

▬  Se a televisão faz uma pregação insistente sobre o prazer de consumi-los:

  Dentro dos lares,
  Em todos os horários,
  A alegria do convívio humano,
  Usando como pano de fundo a euforia do futebol?

Nesse particular, evidencia-se o imenso poder dos produtores de bebidas alcoólicas, que não só conseguiram manter sua propaganda na mídia, como ganharam o espaço anteriormente usado pelos produtores de cigarros.

  A batalha contra o fumo foi vitoriosa, colocando o Brasil bem à frente de países mais desenvolvidos. Entretanto, o fumo é bem menos lesivo à sociedade do que o álcool.

O dano produzido pelo fumo se restringe quase que só ao seu usuário, enquanto que o do álcool é capaz de destruir uma família inteira.

  Por que não regulamentar a propaganda, a venda e o uso de alcoólicos como se fez com o fumo?

Mas apesar de o uso do álcool ser muito mais danoso que o do fumo, não há legislação que obrigue os fabricantes de bebidas alcoólicas colocarem, nos seus produtos, avisos quanto aos malefícios do seu uso, conforme é exigido nas embalagens de cigarros.

▬  E, por falarmos em propaganda danosa:

  O que dizer quanto à licenciosidade sexual?
  O que dizer sobre as aulas de prostituição que entram nos lares, em todos os horários?

As cenas de intimidade vividas por casais são apresentadas em novelas exibidas à tarde e à noite.


  Alguns programas são apresentados em horário mais avançado, dado o nível de sensualidade que apresentam, mas as suas chamadas, os seus anúncios são feitos em todos os momentos.

Há programas que não apenas são atentatórios aos bons costumes, à moral, à ética, mas à própria dignidade humana, onde se evidencia não só a licenciosidade, mas também a ausência de pudor, de senso de privacidade, este, um dos atributos que distingue o ser humano do restante da criação.

▬  Há programas humorísticos que pregam abertamente:

  O deboche,
  O desrespeito,
  A promiscuidade,
  O uso do palavrão. 


O aviltamento da mulher se tornou tão comum que é olhado pelo viés humorístico.

▬  Há flagrante apoio à mulher:

  Leviana,
  Despudorada...


▬  Em detrimento da nobre figura:

  Da mulher esposa,
  Da mulher mãe.

▬  Mas, afinal, vivemos num país que se diz cristão:

  Será que o Cristianismo é para ser vivenciado apenas no interior das comunidades religiosas?
  Será que se deveriam isolar do mundo aqueles que não desejam compactuar com esse estado de coisas,ou lutar para que o mundo se torne compatível com os ensinamentos do Cristo?

Se aqueles que desejam manter uma vida equilibrada, respeitosa pretenderem afastar-se do convívio com a sociedade, como interpretariam a recomendação de Jesus, registrada por dois evangelistas:

  “Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos (...)” (Mt, 10: 16)
  “Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos.” (Lc, 10: 3)?


Diante da recomendação de Jesus, não devemos criar ilhas onde se viva cristãmente, mas devemos trabalhar no sentido de cristianizar todos os lugares.

  Como nos sentiríamos se, subitamente, aparecesse Jesus ao nosso lado, quando nossas crianças estão vendo certos desenhos, ou estamos assistindo a algumas dessas novelas, desses filmes ou algum desses programas?

E o que estão fazendo as religiões no sentido de despertar as criaturas para uma mudança de atitude, a fim de que assumam sua real posição diante do Cristo?

  Será que o papel das religiões é levar seus fiéis a pensarem em Deus, ouvindo enternecidamente comentários sobre os ensinamentos de Jesus, somente no interior dos templos, em momentos sagrados?

Mas Jesus nunca separou a vida em momentos sagrados e momentos profanos. De acordo com os Seus ensinos, os princípios éticos e morais devem permear todos os atos da vida, em todos os ambientes.

  Portanto, é premente a necessidade de se despertar o homem para o esforço de proceder de conformidade com esses ensinamentos, em todas as circunstâncias da vida, conforme Ele ensinou e exemplificou.

Logo, as religiões devem esclarecer o homem no sentido de não esperar o Céu depois da morte, mas de construí-lo aqui, em todos os ambientes, principalmente dentro de si mesmo, desde agora.

  E como estamos procedendo nós, espíritas, nesse cenário caótico em que vivemos?

As casas espíritas estão promovendo reflexões sérias que nos levem a nos situarmos na vida como espíritos imortais temporariamente encarnados? 


  Estamos tendo oportunidade de avaliação das propostas da televisão, do cinema, do teatro, da literatura ante nosso futuro no Mundo Espiritual?

Lembremo-nos de que, se o Espiritismo não nos atemoriza com o Inferno, também não nos oferece um Céu conquistado sem esforço no Bem.

  A verdade é que também nós estamos um tanto acomodados diante do panorama atual.

Pois raras vozes se erguem para denunciar esse tremendo antagonismo entre o que nos oferece a mídia, e as diretrizes de conduta ensinadas no Evangelho.

▬  Portanto, diante dessa ruína moral que se vê na atualidade, é de se perguntar:

  Onde estão as vozes dos condutores de almas?
  Onde estão as vozes das religiões que silenciam diante de tanta ignomínia?

  Será que aguardam a volta de João Batista?

José Passini.



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/o-silencio-das-religioes/#ixzz2qnsLgbQr

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

APRENDA A FAZER UMA ORAÇÃO CONECTADA…

APRENDA A FAZER UMA ORAÇÃO CONECTADA…


Passo 01 – ELEVAÇÃO 

Respire fundo várias vezes (vinte vezes é um bom número). Quando eu digo respirar fundo, é respirar fundo mesmo! Então, concentre-se em tudo pelo que você é grato. Agradeça a dádiva da vida, agradeça a bênção da sua família, a sua saúde, o seu trabalho, os seus animais de estimação. O segredo aqui é você se envolver em um sentimento genuíno de gratidão por tudo. Eu sei que nem tudo na vida é alegria, mas nessa etapa, você não deve ficar se lembrando do que é ruim ou o que não está bom. O seu foco é nas coisas boas que a vida lhe trouxe!

Passo 2 – CONEXÃO

Agora que você relaxou com respirações profundas e que elevou o seu sentimento de gratidão, direcione uma intenção para que a energia da oração seja oferecida para todas as pessoas que rezam também. Você não precisa saber quem são as pessoas que rezam, onde elas estão e que horas elas rezam. Nada disso importa, mas apenas que você direcione a sua intenção para que a força da sua oração alimente com bênçãos a conexão de todas as pessoas que também rezam.


Passo 3 – AJUDA AO MUNDO

Agora você coloca uma intenção desejando que a energia da oração, que está ampla e conectada, seja oferecida para todas as pessoas e situações do mundo que você quer enviar.
Envie a intenção da oração para os líderes do mundo: religiosos, sociais, políticos;
Envie a intenção da oração para os hospitais: comuns, psiquiátricos, de câncer e os do plano espiritual;
Envie a intenção da oração para todas as creches, orfanatos, casas de caridade e ONG´s que trabalham ajudando mais pessoas;
Envie a intenção da oração para todas as zonas de refugiados e regiões de guerra;
Envie a intenção da oração para regiões que sofreram catástrofes e tragédias;
Siga a sua intuição e envie a sua intenção de oração para outras pessoas e situações.



Passo 4 – EU MEREÇO

Agora direcione a sua energia de intenção da oração para os seus projetos de vida, para os seus sonhos, sua família e suas realizações. Fique à vontade para deliciar-se nessa energia, focando em tudo que você acha que precisa. Você também pode enviar energias elevadas para pessoas próximas que você acha que precisam de ajuda, bem como para lugares e animais de estimação.
Nesse momento, basta que você mentalize fortemente a pessoa, a situação, o sonho, o projeto, o interesse pessoal, o lugar ou o animal de estimação, que a força da energia da oração irá atuar.
Finalize a oração em estado de leveza e gratidão e sinta a paz do momento!


**********************************
Resumindo…
1. Eleve o seu pensamento, expressando gratidão, e respire profundamente vinte vezes;

2. Ofereça a energia da oração para outras pessoas que também rezam, não importa onde e nem o horário, apenas direcione a sua intenção. Sinta a energia se expandir com essa intenção;

3. Ofereça a intenção de oração para várias causas do mundo que precisem de uma energia superior;

4. Banhe-se nas virtudes de uma oração conectada. Direcione a intenção para os seus pedidos pessoais.


Bruno J. Gimenes

original :
http://thesecret.tv.br/2013/11/aprenda-fazer-uma-oracao-conectada/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


A língua pode ser uma fonte de vida ou um veneno mortífero. Pode dar vida ou matar (Pv 18.21). 
Tiago diz que se alguém não tropeça no falar é perfeito varão (Tg 3.2). 
Até o tolo quando se cala é tido por sábio e no muito falar não falta transgressão. O homem tem conseguido domar toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos, mas a língua nenhum dos homens é capaz de domar. A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.7,8).
Tiago fala sobre quatro coisas que a língua é capaz de fazer.
1. A língua é capaz de dirigir (Tg 3.3,4) - Tiago compara a língua ao freio do cavalo e ao leme do navio. Tanto o freio como o leme são instrumentos usados para controlar e dirigir. O freio controla e dirige o cavalo e o leme controla e dirige o navio. Um cavalo indócil pode usar sua força para o mal e tornar-se uma ameaça, mas se domado e controlado pelo freio usará sua força para o bem. Um cavalo governado pelo freio torna-se um animal dócil e útil ao seu proprietário. Um navio sem leme seria um veículo de morte e não de vida. Sem a direção do leme, um navio arrebentar-se-ia nos rochedos e provocaria grandes desastres, com muitos prejuízos. Tiago diz que a língua, um pequeno órgão tem o mesmo poder do freio e do leme. Ela pode governar e dirigir nossa vida para o bem ou para o mal (Tg 3.5)
Com ela podemos nos livrar de terríveis acidentes ou podemos provocar imensos desastres.
Até o tolo quando se cala é tido por sábio e no muito falar não falta transgressão
2. A língua é capaz de destruir (Tg 3.5b-8) - Tiago compara a língua ao fogo e ao veneno. Ambos são destruidores. Uma pequena fagulha coloca em chamas toda uma selva. Uma pequena dose de veneno pode matar uma pessoa rapidamente. Tiago diz que a língua é fogo; é mundo de iniquidade. Ela não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tg 3.6). 
A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero 
(Tg 3.8).
Assim como um incêndio, muitas vezes, se torna incontrolável, Tiago também diz que a língua é indomável (Tg 3.9). 
A maledicência destrói e mata. A boataria espalha-se como um rastilho de pólvora e destrói como um incêndio que se espalha numa floresta.
3. A língua é capaz de deleitar e alimentar (Tg 3.9-12) - Tiago prossegue em seu argumento dizendo que a língua é comparada a uma fonte (Tg 3.11) e a uma árvore frutífera (Tg 3.12). A fonte pode nos saciar e a árvore pode produzir frutos saborosos que nos alimentam. Nossa língua pode ser medicina. Nossas palavras podem ser boas para a edificação. Com a nossa língua podemos trazer refrigério e restauração para as pessoas.
4. A língua é capaz de praticar profundas contradições 
(Tg 3.9-12) - Tiago faz uma afirmação e depois revela uma incoerência. A afirmação demonstra o aspecto contraditório da língua: Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tg 3.9).
Diz Tiago que de uma só boca procede bênção e maldição (Tg 3.10). Tiago, porém, argumenta que essa incoerência é uma prática inconveniente: "Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim" (Tg 3.10b). Tiago fecha a questão mostrando a impossibilidade de usarmos nossa língua para duas práticas tão contraditórias: "Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce" (Tg 3.11,12).
Nossa língua é fonte de água doce ou salgada; é medicina ou veneno; é veículo para a glorificação de Deus ou ferramenta para amaldiçoar as pessoas. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Que Deus nos ajude a fazer a escolha certa!
Soli Deo Gloria!




 Texto original:

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

                             

Perdoa-te a Ti Mesmo
     Percebemos, no momento atual, um grau muito elevado de autocrítica e cobrança por perfeição nos seres humanos.
        Somos juízes com "mão de ferro", sempre julgando-nos a nós mesmos e aos nossos companheiros de jornada...
     É uma ansiedade por rotular tudo como certo ou errado, bom ou mau... e isso só gera sofrimento.
       E, ainda, além de fazer este julgamento, aplicamos uma pena severa.
        Não perdoamos...
     Achamos inconscientemente que temos que sofrer, atraindo, assim, dor, doença e sofrimento.
       Claro que quando agimos ou pensamos de uma forma que não está de acordo com o bem maior ou com a nossa essência espiritual, temos o dever de nos corrigir para que possamos evoluir na nossa caminhada.
   Mas não precisamos ficar a vitimizarmo-nos ou punindo-nos, remoendo pensamentos e sentimentos negativos de culpa, raiva ou mágoa.
        A nossa natureza é o amor...
   Por isso precisamos amarmo-nos a nós mesmos primeiramente para que este sentimento transborde de dentro para fora, contagiando a todos a nossa volta.
      Estamos carentes de amor justamente por sermos tão exigentes connosco.
     E aí, vamos buscar este amor que deveria estar dentro de nós mesmos nos relacionamentos, nos bens materiais, na comida, em vícios e não nos saciamos....
    Assim, queremos sempre mais e mais e sentimo-nos cada vez mais insatisfeitos e frustrados. Sentimos um vazio interno, uma solidão..., e ao invés de pararmos para meditar e silenciar a mente para ouvir o coração, fugimos buscando conforto e aceitação no nosso exterior.
       Temos medo do nosso juiz interior, pois ele é muito bravo e não perdoa erros.... e quem criou este juiz?
        Nós mesmos!!!
      Só nós temos o poder de perdoar, de não julgar, de amar a si mesmo e aos outros.
   Ama-te a ti mesmo, elogia-te mais, perdoa-te, agradece por estares a aprender e a melhorar a cada dia através do amor e da compaixão, e, deixa a cobrança e autocrítica fora da tua vida.
     Não nos esqueçamos: Deus deu esta oportunidade para que possamos evoluir espiritualmente, pois Ele quer que sejamos leves e felizes, ELE ama-nos!!.
        Por isso, ama-te também....
        Paz e Luz no teu coração!

(Amanda Dreher - adaptado)
Publicada por Aninhas à(s) Quinta-feira, Abril 19, 2012 

original: