segunda-feira, 9 de maio de 2011

Simples assim! Nós é que não entendemos!

Amor é Deus

Jesus diz: Deus é amor. Mas eu digo a vocês: o amor é Deus. 'Amor' é uma palavra muito mais importante do que a palavra 'Deus'. 'Amor' tem um significado existencial.

A palavra 'Deus' é completamente vazia, ela nada significa, ela não se relaciona a coisa alguma dentro de você. Ela é uma pura palavra, pura no sentido de que ela não tem qualquer realidade correspondente dentro de sua experiência.

Embora ambas as palavras indiquem a mesma verdade, 'amor' é a palavra dos poetas enquanto 'Deus' é a palavra dos teólogos. Mas, obviamente o insight poético é mais intenso, mais profundo e a sensibilidade do poeta é também muito mais refinada, muito mais sutil que a dos teólogos.

A visão do poeta é também mais estética, mais bela, mais primorosa; ela tem mais graça, mais sentido, mais significância. Além disso, a escolha dos teólogos tem sido contaminada ao longo das eras por tantas pessoas: hindus, cristãos, muçulmanos; por tantas igrejas; por tantas religiões, as quais fingiam ser religiosas, mas não eram.

Amor ainda permanece sem contaminação; ele ainda é virgem.

Assim, deixe-me repetir: em vez de dizer Deus é amor, diga amor é Deus, e você estará mais próximo da verdade. E não apenas mais próximo, você imediatamente estará ligado à verdade, porque o amor é uma experiência sua.

Ele pode não ser tão profundo ao ponto de ser tornar Deus, mas ainda assim, ouro é ouro, mesmo que não seja refinado. O diamante é diamante mesmo que não tenha sido lapidado e polido. O diamante pode estar perdido no meio da lama, mas, a qualquer momento, ele pode ser limpo, a lama não consegue entrar dentro do seu ser.

O amor é o seu ser. E no momento em que usamos a palavra 'Deus', grandes controvérsias se levantam. Use a palavra 'amor', e ficam descartados: teísmo, ateísmo e todo tipo de argumentos desnecessários.

O amor também representa o centro mais interno da própria existência. A existência não é indiferente a você, ela não é distanciada. Ela está envolvida com você, ela cuida de você. Ela pode não cuidar do jeito como você queria ser cuidado, mas ainda assim, ela cuida da maneira que lhe é própria. E a sua expectativa pode não ser verdadeiramente a sua necessidade; pode ser exatamente o oposto.

A existência de fato preenche as suas necessidades, não o que você gosta e desgosta, não o que você quer; mas as suas necessidades reais, verdadeiras e autênticas são sempre cuidadas. A existência não pode ser indiferente a você: você é parte dela. Ser indiferente a você significaria ser indiferente a ela mesma, o que é impossível. A existência já teria desaparecido há muito tempo, se fosse assim.

Nós somos as suas ondas. Nós somos as flores dessa árvore de vida e existência. O seu desejo de ser amado e o seu desejo de amar é o seu desejo mais supremo. Ele mostra algo da sua natureza básica fundamental, ele representa o seu centro mais interno, ele representa isso.

Uma vez que você entenda o amor como Deus, toda a sua visão da vida irá mudar. Então você não irá venerar num templo ou numa igreja ou numa mesquita: então o amor será a sua veneração. E então você não terá medo da existência, porque ela cuida de você.

O medo desaparecerá. Você não terá medo nem mesmo da morte, porque a morte só pode levar aquilo que não é mais necessário, mas ela não pode destruir você.

Osho, em "Unio Mystica"
Imagem por Jessica.Tam

domingo, 8 de maio de 2011

Lembre-se de que você é a fonte

Lembre-se de que você é a fonte

Alguém insultou você — a raiva irrompe de repente e você fervilha de raiva. A raiva está fluindo na direção da pessoa que o insultou. Agora você projetará toda essa raiva sobre o outro.

Ele não fez nada. Se insultou você, o que ele fez de fato? Só lhe deu uma alfinetada, ajudou a sua raiva a aflorar — mas a raiva
é sua.

O outro não é a fonte; a fonte está
sempre dentro de você. O outro está atingindo a fonte, mas, se não houvesse raiva dentro de você, ela não poderia aflorar. Se você bater num buda, só provocará compaixão, porque só existe compaixão dentro dele. A raiva não vai aflorar porque não existe raiva.

Se você jogar um balde num poço vazio, ele voltará vazio. Se jogar um balde num poço cheio de água, ele sairá de lá cheio de água, mas a água será do poço. O balde só a
ajudou a vir para fora.

Portanto, a pessoa que o insultou só está jogando um balde em você, e ele sairá de lá cheio de raiva, do ódio ou do fogo que existe em você.
Você é a fonte, lembre-se.

Para praticar esta técnica, lembre-se de que você é a fonte
de tudo o que projeta sobre os outros. E sempre que sentir uma disposição a favor ou contra, no mesmo instante volte-se para si e busque a fonte de onde o ódio está partindo.

Fique centrado ali; não dê atenção ao objeto. Alguém lhe deu a chance de tomar consciência da sua própria raiva; agradeça-o imediatamente e esqueça-o. Feche os olhos,
volte-se para dentro e agora olhe a fonte de onde esse amor ou essa raiva está vindo.

De onde ela vem? Vá para dentro de si mesmo, volte-se para dentro. Você
descobrirá ali a fonte, pois a raiva está vindo dali.

O ódio, o amor ou seja o que for, tudo vem da sua fonte. E
é fácil encontrar a fonte quando você está com raiva, ou sentindo amor, ou cheio de ódio, porque nesse momento você está quente. É fácil voltar-se para dentro nessa hora.

A fiação está quente e você pode senti-la dentro de você e se guiar pelo calor. E, quando atingir um ponto frio interior, descobrirá de repente
uma outra dimensão, um mundo diferente abrindo-se para você. Use a raiva, use o ódio, use o amor para mergulhar em si mesmo.

Um dos maiores mestres zen, Lin Chi, costumava dizer: "Quando eu era jovem, adorava
andar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho num lago. Eu ficava ali durante horas.

"Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida. Então um outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu. Meus olhos estavam fechados, então eu pensei. 'Alguém bateu o barco no meu'.
Enchi-me de raiva.

"Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco
estava vazio! Então não havia onde descarregar a minha raiva. Em quem eu iria extravasá-la? O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Então não havia nada a fazer. Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio."

Então Lin Chi continuou: "Eu fechei os olhos. A raiva estava ali. Mas não sabia como extravasar. Eu fechei os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva. E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta. Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa. Esse barco vazio
foi meu mestre. E, se agora alguém vem me insultar, eu rio e digo: 'Esse barco também está vazio'. Fecho os olhos e mergulho dentro de mim".
Osho, em "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa"
Imagem por tanja.guettersberger

sábado, 7 de maio de 2011

A VIDA ENSINA PELAS ENTRELINHAS


A VIDA ENSINA PELAS ENTRELINHAS
"Jogue suas mãos para o céu, e aproveite se acaso tiver, alguém que você gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé"
Há alguns dias recebi uma daquelas notícias avassaladoras, que fazem você não pensar em mais nada: uma grande amiga estava no hospital, passando por procedimentos cirúrgicos graves. Ela não corria perigo de morte, mas como convencer a minha mente turva e dramática de que isso era uma possibilidade remota? Depois de assistir tantos programas de TV, noticiários e tudo mais, sempre pensamos que os dramas da nossa vida são realmente maiores do que são. E não vamos exagerar, não é?
Mas o fato é que tudo isso me fez parar, novamente, e pensar (como se eu não fizesse isso o suficiente). E mesmo em meio a um turbilhão de coisas de trabalho e resoluções de ano novo uma pergunta me colocou uma pulga gorda atrás da orelha.
Quando vemos isso nos dá vontade de aproveitar a vida, não é? Vêm todos aqueles filminhos de filtro solar, de Shakespeare, Titãs, na nossa cabeça e pensamos "poxa, a vida termina rápido, é melhor aproveitá-la". Sim, mas a questão não é esta. A questão é: o que é aproveitar a vida?
Será que aproveitar a vida é vender tudo, comprar um barco e atravessar o oceano com um estoque de comida enlatada e um rádio que não pega metade do caminho? Será que é vender água de coco em Porto Seguro ao som da última versão de Macarena em português? Será que aproveitar a vida é largar o seu namorado de três anos mornos e começar a dar uma de Samantha em "Sex and the City" pegando só o que dá? Afinal de contas, que é este tal de aproveitar a vida?
Eu acho que eu aproveito a vida. Meu trabalho, eu nem chamo de trabalho, porque eu amo demais e me levanto cada dia mais cedo para executá-lo. Eu sou curiosa ao ponto da minha mãe sempre dizer que não posso ver um saco fechado chegando em casa que eu abro e, assim, eu conheço um monte de coisas. Eu me considero uma pessoa amiga, pelo menos de mim mesma. Eu cometo algumas gafes, faço alguns disparates de vez em quando, mas a idéia de pular de pára-quedas me causa náuseas só de pensar. E aí? Será que eu deveria querer pular de pára-quedas ou voar de balão na Capadócia para estar de fato aproveitando a minha vida?
Depois de muito analisar e de deixar a minha intuição falar um pouco mais do que isso eu cheguei a uma conclusão. Aproveitar a vida é ser você mesmo! Se o que te deixa feliz é limpar a casa todinha e fazer um belo jantar para o seu marido, mesmo sem ter nunca saído do seu bairro, que ótimo, você está aproveitando a sua vida. Se o mais importante é se aventurar em uma terra desconhecida e você o faz mesmo que tudo seja planejado metodicamente, que bom, você também está aproveitando a sua.
O que não é aproveitar a vida, para mim é, mesmo tendo tudo isso, não ter paz no espírito ou no coração. Não conhecer a si mesmo a ponto de não ter a menor idéia do que quer fazer com a sua vida. Não olhar para dentro e continuar procurando do lado de fora de você a resposta para todos os seus problemas, seja num amor, numa viagem, indo pro Oriente Médio ou sendo rica e famosa. Não aproveita a vida quem não olha o por do sol, mesmo que seja da laje de um barraco e se sente emocionado, lá no fundinho, com o espetáculo que é a natureza. Não aproveita a vida quem está com pressa de ser e de ter. Quem tem pressa de ser mais feliz, não está aproveitando a vida, mas a encurtando. Quem está preso na própria ansiedade não vive em mundo algum, está só flutuando como um dente-de-leão procurando um solo seguro para se firmar. Quem acha que a felicidade está "lá", seja lá onde este "lá" for.
É claro que eu quero realizações. Mas eu só posso me realizar quando eu viver a experiência por si só. Quando eu tiver um filho, não porque eu quero que alguém cuide de mim na velhice ou porque eu quero ter para quem deixar os meus anéis, mas porque eu quero saber como é a experiência de cuidar de um corpo pequeno que recebeu uma alma grandiosa (sim, porque todas as almas são grandiosas). Eu aproveito a vida no café que eu tomo com a minha prima no shopping, mesmo que eu tome aquele café pela milésima vez. Aproveito a vida comendo o meu pastel de camarão na feira, comprando meus vasinhos de plantas e vendo uma semente virar um morango. Eu aproveito a vida quando abro meu armário pela manhã e quero, tenho o tesão de escolher uma roupa linda porque é isso que eu mereço. Porque, por mais piegas e lugar-comum que isso possa parecer, a vida é só o que temo no hoje. O amanhã não chegou. O ontem já passou. E o desespero chega justamente quando queremos algo que tínhamos ontem e não temos, ou que queremos saber se teremos amanhã. Até porque, a hora da morte é sagrada e também precisa ser aproveitada como um novo nascimento. Um nascimento de outro nível, em outras esferas que deverão também ser muito bem aproveitadas.
Aproveite que está lendo este texto, e se perceba. Perceba como está sentado, perceba as partes do seu corpo, o contato do seu corpo com a cadeira. Perceba a maciez das coisas ao seu redor, as cores, os cheiros. Perceba qual é o seu sentido mais aguçado. Isso é viver e aproveitar. No aqui e no agora, da maneira como as coisas são ou estão. Ame intensamente como não se houvesse amanhã. Porque, quando chegar o amanhã, ele será o seu hoje mesmo. Largue a carga que você carrega de ter uma lista enorme de obrigações. Sinta o prazer de ser.
Aproveitar a vida é ter prazer. Por que a dor virá, inevitavelmente.
Andrea Pavlovitsch (Psicoterapeuta Holística)
Um fim de semana bem proveitoso, muita alegria, amor e paz pra você! Bom relaxamento!
Beijokas
LILITH2222222222.gif picture by LilithMaisImagens
original no site: http://evangelhonolar.ning.com/profiles/blog/show?id=2748093%3ABlogPost%3A46207&xgs=1&xg_source=msg_share_post

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para aplicar passe espírita é preciso usar roupa branca?

ESTUDO DE CASO II: PASSE ESPÍRITA

"Para aplicar passe espírita é preciso usar roupa branca? Pergunto isso, porque vejo muitas pessoas que se dizem espíritas aplicando passes vestidos de branco aqui no centro que frequento." Luiz Lindoval Cunha

Caro Luiz e demais amigos blogueiros, vamos esclarecer algo primeiro. O passe não é somente uma prática Espírita. Muitas religiões, seitas e mesmo terapias alternativas usam o passe como um dos seus mecanismos de cura, apesar de normalmente usarem nomes diferentes.
Basicamente, o passe envolve uma troca de fluidos (geralmente do médium e do plano espiritual para o enfermo), e não possui qualquer tipo de contra indicação, sendo sempre valioso nos diversos tipos de enfermidades e distúrbios, podendo ser aplicado em qualquer pessoa e de qualquer idade.
Mas para se ter maior eficácia, requer-se do médium hábitos sadios e atitudes cotidianas exemplares, baseadas na simplicidade, humildade e controle emocional. E do beneficiado, que eleve o seu pensamento e se ponha em atitude de fé verdadeira e que se disponha à cura mudando seu comportamento através da reforma íntima.
É muito importante a sintonia vibracional nessa troca de fluidos (entre o espírito auxiliar, o passista e o necessitado) para que a freqüência miraculosa do amor se estabeleça e se cumpra a sua função fraternal.
Há três tipos de passes: os espirituais, os magnéticos e os mistos. Nos primeiros, os fluidos são predominantemente dos Espíritos; nos magnéticos, recebem influência dos fluidos do magnetizador; e nos mistos, há uma espécie de equilíbrio entre as duas fontes de fluidos.
Os passes geralmente devem ser ministrados nos Centros Espíritas, mas dependendo das condições morais/ espirituais dos envolvidos na prática, é possível se realizar podendo ser aplicado em qualquer local, a qualquer hora.
Respondendo, agora, a sua dúvida, não há necessidade alguma de usar roupa branca para aplicar passes. Companheiros de outros conhecimentos espiritualistas, como os irmãos umbandistas, porém, acreditam na eficácia da transmissão de fluidos, por meio do passe, usando roupas brancas, rituais, danças, incensos ou qualquer outro tipo de objeto ou prática exterior.
Os espíritas que estudam seriamente o Espiritismo acreditam apenas na prática do amor, da caridade, da boa vontande, da disciplina e de todos os demais bons sentimentos, aliada à coerência doutrinária e ao respeito às orientações de Allan Kardec e da Federação Espírita Brasileira.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

APRENDER COM OS ERROS


APRENDER COM OS ERROS
A perfeição ainda é um estado muito distante da Humanidade.
Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.
Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.
Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.
Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.
A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.
Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.
Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.
O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.
Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.
A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.
Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.
Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.
Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.
A humildade constitui pressuposto do aprendizado.
Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.
Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a Lei do progresso.
O Universo todo é dinâmico.
As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.
Mesmo a configuração física da Terra não é estática.
Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.
Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.
Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.
Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.
Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.
Por vezes você erra, mas isso é normal.
Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.
E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.
Repare todos os estragos que eventualmente causar.
Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.
Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.
Mas você viverá para sempre.
Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.
Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.
Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.
Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.
Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.
Tais fissuras morais somente o infelicitam.
Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.
Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.
No início pode ser necessária alguma disciplina.
Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.
Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.
(E perdoe-se...)

Redação do Momento Espírita. -  Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep. - 02.03.2009.

Adicionado por Kardec Online em 5 maio 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Por que orar


Por que orar?
Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará
1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
- Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão?
- Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente?
- Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem?
 
(S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)

Qualidades da prece
1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens.
- Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa.
- Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.
Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais.
(S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)

2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados.
- Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados.
(S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)
 
 
Renunciar alguém à prece é negar a bondade de Deus; é recusar, para si, a sua assistência e, para com os outros, abrir mão do bem que lhes pode fazer.
 
 
 

domingo, 1 de maio de 2011



O perdão - Como entender e aplicar essa máxima de Jesus.
Muitas pessoas afirmam que já perdoaram um desafeto. Na verdade, decidiram entregar o caso a Deus, afastar-se da pessoa, como se diz na gíria "deixar pra lá..." e tocar a sua vida, deixando o Tempo decidir o que é certo, o que é errado.

As pessoas boas de coração possuem a capacidade de aceitar as atitudes daqueles que lhes fizeram ou ainda fazem mal. Muitas vezes, elas são até incompreendidas por essa capacidade de amar e perdoar. São Espíritos mais antigos e elevados em seu grau de consciência e discernimento, e sabem que perdoar faz bem principalmente para si mesmos, que entendem que não vale a pena permanecer aferrados a uma mágoa, a uma raiva, a uma aversão, pois é como um veneno que se ingere diariamente e que vai destruindo os pensamentos, os sentimentos e o corpo físico de quem costuma permanecer remoendo fatos passados.

Outras pessoas dizem que querem perdoar alguém, mas acham isso impossível, e que apenas um Ser Superior como Jesus poderia perdoar. São Espíritos em um grau um pouquinho menos elevado de consciência, mas que já têm a suficiente elevação para querer perdoar, já entenderam que o beneficiado maior é quem perdoa, conhecem as Leis Divinas da atração pelos cordões energéticos e até levantam a possibilidade de, em encarnações anteriores, terem agido mal, prejudicado, o atual "vilão".
Outros dizem que não querem perdoar um inimigo porque têm razão na sua mágoa ou no seu ódio por essa pessoa. Não esquecem o que foi feito contra eles, ou o que deixou de ser feito, enfim, acreditam-se com absoluta razão para decretar que aquela pessoa é um vilão, que é mau, não merece seu perdão e terá de se entender com Deus.

Enfim, nessa questão de "Perdão", encontram-se as mais variadas opiniões, os mais diversos raciocínios, dependendo do grau de elevação espiritual da pessoa que sofreu ou sofre um mal. Se somos um ser espiritual com no mínimo 500.000 anos de existência mais as poucas décadas da nossa persona atual, como é arriscado ter uma opinião firmada a esse respeito... Quando alguém sente mágoa ou raiva do seu pai ou de sua mãe, pelo que lhe fez ou deixou de fazer, na sua infância, como pode afirmar estar certo, ter razão nesse sentimento, se não lembra de duas questões importantíssimas, a seguir:

1. Por que seu Espírito "pediu", em outras palavras, por que necessitou desse pai ou dessa mãe?
2. O que pode ter feito para ele(a) em encarnações passadas de igual ou pior teor?

Se a mágoa ou a raiva é em relação a seu marido ou ex-marido, sua esposa ou ex-esposa, outro familiar, um amigo que lhe traiu, lhe enganou, enfim, um acontecimento durante a vida, se pensar nessas mesmas duas questões, poderá afirmar com convicção que tem razão?
Somos um ser, que chamamos de Espírito, muito antigo, vivemos centenas ou milhares de encarnações; todo esse tempo, tudo o que aconteceu, o que fizemos, o que nos fizeram, guardado dentro do nosso Inconsciente, apenas lembramos dessa vida atual, poucas décadas de vida... vocês não acham extremamente arriscado decidir coisas como "Não vou perdoar!", "Ele(a) me fez(faz) mal, sou(fui) sua vítima!", "Ele(a) não merece perdão!"...

No Mundo Espiritual, existe algo que na Terra ainda não existe: o Telão. Quando voltamos para Casa, durante a nossa permanência no período intervidas, em um certo momento, somos chamados a assistir um filmezinho de nossas vidas passadas, o que fizemos, o que não fizemos, como éramos, e, ao contrário da Regressão Terapêutica realizada por nós aqui na Terra durante um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, no qual é vedado incentivar o reconhecimento de pessoas no passado, lá, nessa sessão de Telão, os Mentores oportunizam esse reconhecimento, tanto da "vítima" como do(a) "vilão(ã)", e o resultado dessa viagem no tempo é uma cena chocante de arrependimento, de vergonha e de frustração, por não termos, na vida encarnada anterior, alcançado o que havíamos proposto a nós mesmos: o resgate e a harmonização com aquele Espírito que sabíamos iríamos encontrar aqui na Terra, para fazermos as pazes, e, pelo contrário, mantivemos a nossa tendência anterior, arcaica, de nos magoarmos, de odiarmos, de sentirmos aversão a ele. E nesse momento, quando a verdade está ali, escancarada à nossa frente, percebemos que perdemos uma grande oportunidade de nos reconciliarmos com aquele antigo desafeto e, com isso, elevarmos o nosso grau espiritual e, com bastante freqüência, nos redimirmos do que havíamos feito a ele, até pior, em encarnações passadas.

Muitas vezes, por trás do hábito de fumar, beber, usar drogas, encontra-se mágoa, rejeição, raiva e, então, é muito importante trazer essa mensagem, de que é extremamente perigoso julgar alguém, condenar-se uma pessoa, decretar quem é o vilão e quem é a vítima, considerando que 20, 30, 40, 50 anos de vida é muito pouco tempo, comparado com milhares e milhares de anos, que é a idade do nosso Espírito.
Em um tratamento com Psicoterapia Reencarnacionista, do qual faz parte as "sessões de Telão", realizadas pelo terapeuta, mas totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais das pessoas, é relativamente freqüente encontrar-se depois da visita às encarnações mais recentes, vidas mais anteriores em que se trocam os papéis, e a atual "vítima", descobre-se um "vilão" e o atual "vilão" como sua vítima... E a pessoa que fumava, bebia, usava drogas, para amenizar a sua mágoa, acalmar a sua raiva, para vingar-se ou para agredir o "vilão" (muitas vezes o seu pai ou sua mãe), o que faz agora com essa descoberta?
Pode-se fazer duas coisas:

1. Aguardarmos a morte do nosso corpo físico e o nosso desencarne e assistirmos as sessões de Telão no Mundo Espiritual e nos encaixarmos na estatística oficial de 99% de frustrações, arrependimentos e vergonha.
2. Assistir essas sessões aqui, durante a encarnação, quando ainda estamos "vivos" e podemos, pela mudança radical do nosso raciocínio, perceber o nosso erro de interpretação, e resolvermos reavaliar completamente a nossa infância e a nossa vida, substituindo a "versão persona" da nossa história pela "versão Espírito", e, com isso, amenizarmos os nossos sentimentos inferiores, elevarmos o nosso grau espiritual e nos reconciliarmos com antigos desafetos que "pedimos" para reencontrar.
E quando deixamos de nos sentir "vítimas" nem precisamos mais perdoar, precisamos é pedir perdão pelo que fizemos em nosso passado para o(a) atual "vilão(ã), e que Deus, em Sua Absoluta Justiça, nos presenteou com esse reencontro. Essa mudança de raciocínio, esse novo tipo de enfoque, essa abertura para a verdadeira história de conflito entre Espíritos há séculos digladiantes, opera verdadeiros milagres, pois ao invés de sabermos disso apenas lá em cima, para deixarmos para a próxima encarnação (quando provavelmente erraremos novamente...), podemos fazer isso agora, já, aqui na Terra, nessa encarnação mesmo, acertando o nosso rumo, retificando o nosso pensamento e sentimento, e aproveitando a atual encarnação para alcançarmos o crescimento espiritual há tanto tempo almejado e também adiado. E, então, pedir perdão a Deus e ao(a) vilão(ã) e seguir nosso caminho, como aconselhou Jesus: "Vá e não peques mais!"